quarta-feira, 12 de abril de 2006

JOSÉ GONZÁLEZ

Não se deixem enganar pelo nome, o artista é sueco!

Se puderem, e tiverem com disposição, aconselho o visionamento em alta resolução. Demora um pouco mais mas julgo valer a pena!
Penso que reconhecerão o anúncio.

Heartbeats: High - Low

terça-feira, 11 de abril de 2006

SALVEM OS PEDINTES!

Todos os dias da semana, para ir trabalhar, perco sensivelmente 15 a 20 minutos nuns semáforos do Porto. São tempos mortos em que a maior parte dos automobilistas aproveita para pensar na sua vida, no dia que vai ter pela frente, mulher, filhos, e em que eu aproveito para recordar a cama quentinha que deixei e que já faz parte das boas recordações do dia. No entanto, ultimamente esses momentos tão introspectivos na vida de um automobilista, têm sido sistematicamente interrompidos por um sem número de iniciativas, que nos vão confrangendo à medida que nos aproximamos dos semáforos. No meio das duas filas de trânsito que se formam, deambulam vários indivíduos, que nos 2/3 minutos que o semáforo demora a mudar, massacram os automobilistas, com os mais diversos pedidos e/ou ofertas, a maior parte destas, infrutíferas. Tome-se por exemplo a passada sexta-feira: contabilizei dois indivíduos a entregar os jornais gratuitos do costume, mais uns cinco a distribuir panfletos dum empreendimento qualquer (dois a abanar umas bandeiras; outros dois a distribuir os panfletos e mais um a fotografar aquela cena toda). Mais! Não sendo o quadro suficientemente confuso, ainda lá estavam os bombeiros a vender rifas a 25€ cada. Completamente surreal!
Sendo estes locais, o espaço óbvio para os tradicionais pedintes, assisto à destruição do “ecossistema” deste grupo social. Afinal, todo o nicho de mercado ou espaço, por mais ridículo que possa parecer, tem de ser aproveitado!

Fico com saudade dos tempos em que éramos importunados pelos pedintes! Com esses, pelo menos sabíamos ao que vinham…

segunda-feira, 10 de abril de 2006

x-wife


Estando já longe os tempos das noites Kitten no Sá da Bandeira, nada se perdeu. O fundamental é ouvir da ex-mulher "side effects", depois de em 2003 esta ter andado a alimentar a máquina (inclusive no antónio lamoso, privilégio rocktaract). Ping-pong rocks!

domingo, 9 de abril de 2006

sábado, 8 de abril de 2006

clube beretta 2000 - os diários

Parte I: introducing joca talhante

Passara a haver um lugar no Clube Beretta 2000 que se tornava necessário preencher, agora que o alfredo da tijuca se tinha de uma vez mandado para a Ucrânia, correndo o sério risco de lá chegando, lhe darem uma traulitada e o desmontarem como fazem aos legos (sendo mais gravoso o facto de, se o voltassem a encaixar às peças, isso já de nada lhe adiantar).
Esta ausência motivada pela concorrência directa do tráfico de órgãos internacional sobre as actividades que desenvolvíamos, foi de alguma maneira bem-vinda pelo resto de nós, pois já ninguém podia aturar o alfredo da tijuca a tirar medidas a quem passava, catalogando-as segundo morfologias físicas constantes de um quadro com que se fazia acompanhar e depois extrapolar sobre o preço a que poderia vender os rins e os pulmões no mercado. A essas sindicâncias físicas e extrapolações, imputava o alfredo da tijuca sempre a respectiva margem do lucro, que como pudemos perceber, poderia ser substancial. Assim, qualquer coisa que fosse do tijaquim das malotas (apesar de ser mais fácil surrupiar-lhe os órgãos, atento o seu estado de embriaguez permanente) isso de pouco valeria num mercado com sérias restrições ao consumo de álcool – por exemplo, as democracias nórdicas – mas já poderia valer de alguma coisa precisamente na Ucrânia ou Bielorússia , já que a cirrose aí, constituí apenas mais um modo de vida que concorre com os outros. Agora se considerássemos indivíduos como o razz ou o biela, indivíduos limpinhos, alimentados com as vitaminas e as laranjas que crescem nas árvores do quintal e a gordura do porco criado em casa, isso teria colocação em qualquer parte do mercado mundial e a bom preço, logo com uma margem significativa.
Esse convencimento no lucro fácil chegara a levar o alfredo da tijuca a propor ao razz, por uma boa maquia, a prescindir de uma vida com dois pulmões e dois rins – ficaria com um deles de cada lado, pelo menos para manter o equilíbrio. O razz, impulsivo, pregou-lhe um murro no focinho sem mais, e disse-lhe para ter cuidado na Ucrânia, não fosse um dia estar o alfredo da tijuca a prescindir de outras partes do corpo, permitindo, para sobreviver, a sua frequência a desconhecidos. Meio atordoado, o destinatário do aviso não deve ter chegado a perceber...
E assim era, atento aquele lugar para o qual se procurava um dono, que me encontrava presentemente no talho de Fornos para trocar impressões com joca talhante, uma vez por ele despachada a clientela. Por ora, ela não era muita: eu e um casal de namorados que se encostara ao balcão e que logo desancara na marmelada, enquanto o Joca talhante limpava os cinco bifes da vazia e cortava os peitos de peru que antes lhe haviam pedido, voltando eles por uma vez mais aos apalpanços e à mão no presunto, depois de acrescentarem meio quilo de costeletas de porco e entremeada ao pedido. Por fim, mais quilo de carne picada de primeira. E por incrível que tal possa parecer, havia alguma sofreguidão naquele roço inusitado e que se prolongou por todo o tempo do avio. Eu sentia-me a metade de um porco desmanchado, frio, pendurado num gancho e assistindo àquela desconformidade, sem que contudo o joca talhante mostrasse pelo episódio algum incómodo. Afinal, deveria ser clientela habitual e cuidar da carne era o seu ofício. Felizmente, carne picada, bifes da vazia, peito de peru, costeletas e entremeada era tudo aquilo que, para já, esses libidinosos do talho pretendiam. O que fariam depois com tanta carne, não é da minha conta.

clube beretta 2000 - os diários

Parte II: afiando as facas

Não fizéramos qualquer menção ao presenciado quando nos cumprimentamos. Havia já algum tempo desde a última vez que me demorara à conversa no talho de fornos com o joca talhante, e ele entusiasmou-se com facto de estar ali com algum tempo para a conversa.
O joca é tipo que engana. Ele não se circunscreve à ciência do corte ou à matança do porco e a usar para o efeito, os aventais cobertos de sangue e uma luva de malha metalizada. Como de resto imaginava, depois de afiadas as facas e algumas trivialidades, estabelecera-se um novo patamar de conversa: “sabes X., no outro dia passava por cedofeita e reparei em algo lapidar inscrito nas paredes. “O cidadão – essa coisa pública – mata o Homem”. Caro X., isso não mais me saiu da cabeça pelo resto do percurso pela rua do Breyner e pelo tempo que passei espreitando as galerias da rua da Boa Nova e de Miguel Bombarda. Ainda agora tal me lateja da mesma forma na cabeça. O racionalismo filosófico e a sua expressão concreta, humana e temporalmente situada, a que designaram por cidadão (nesse brilhantismo filosófico dos séculos XVII e XVIII, ainda tratado como criatura de Deus!) foi posteriormente objecto de um primeiro abastardamento mecanicista de inspiração Comtiana, cujo programa sociológico se permitia considerar como possível, reduzir esse mesmo indivíduo – agora, simples cidadão e jamais criatura de Deus! – a bases experimentáveis e sobretudo condicionáveis!”.
O joca talhante recolheu duas pesadas facas de lâmina larga, afiou-as uma na outra e desatou a seccionar partes de frango, usando de enorme veemência física nos golpes. Depois prosseguiu: “Essa fé monstruosa na ciência e nos seus métodos, que constituiu a primeira ofensiva sobre a verdadeira natureza do Homem, foi depois agravada pelo disseminar de um delírio colectivista, económica e filosoficamente assente nos ensinamentos de marx e engels, e que fez estabelecer toda uma nova dimensão de possibilidades, que dificilmente se compreende: o cidadão e o Homem que nele restava, individual e sociologicamente condicionado pela metodologia Comtiana, poderia depois a um nível diverso, ser motivado e dirigido como massa acrítica e indistinta, ao estabelecimento de uma sociedade de cariz colectivo e desprovida de classes, manobrada assim no sentido de para sempre eliminar privilégios. O Homem - a criatura de Deus –havia sido transformado pelo racionalismo em cidadão, e depois em ser alheio a qualquer religião que não a do Estado e seus fins, pela ciência, fosse ela de inspiração sociológica ou socialista.”
O trabalho algo ensurdecedor de desconjuntar na tábua, unidades antes nomeadas como frangos, havia sido de igual modo finalizado pelo joca e tal deve ter inspirado o seu remate final: “X., do Homem, do indivíduo, das possibilidades de expressão e de vida que ele encerra como ser vivo e como criatura de Deus, já nada resta. Qualquer um de nós que não se resigne a este enquadramento previamente escolhido, que nos é imposto em todas as dimensões pelo Estado, não faz outra coisa senão esbarrar em paredes. O propósito já não é nosso, ele apenas será permitido se prosseguir ou se se enquadrar naquilo que são os interesses do Estado e seus fins. Se calhar, num futuro, nem na morte poderemos ser verdadeiramente livres: é que eles já andam atrás do meu e do teu património genético!”
Para mim o joca talhante estava contratado. Nada mais seria necessário, o lugar preenchido. Comprar uma pistola Beretta era o esclarecimento e o pormenor que faltava.

GOSSIP

Standing in the way of control

sexta-feira, 7 de abril de 2006

LÁ POR FORA 2


Coisas de que sentimos falta em Portugal quando vamos a certos países europeus.

O civismo, a ordem e a segurança.

A pouca policia na rua; a "confusão" de pessoas, bicicletas, carros e transportes públicos, cada um deles com os seus semáforos, a funcionar na perfeição; a limpeza e certos pormenosres nas vias públicas que indiciam um civismo que em Portugal não existe.

FUI NOVAMENTE AO DENTISTA ...

...e passei na Travessa de Cedofeita:

“O CIDADÃO – ESSA COISA PÚBLICA – MATA O HOMEM!”

“AS GRANDES RESOLUÇÕES TOMAM-SE NA RUA.”

“VAMOS JUNTAR O BANDO E FAZER AQUILO?”

“OS GRANDE ANALISTAS ESTÃO NA RUA.”

“O MEDO DE SER LIVRE PROVOCA O ORGULHO DE SER ESCRAVO…”

quinta-feira, 6 de abril de 2006

LÁ POR FORA


Assistir a um jogo de futebol no estrangeiro permite ter uma visão mais real de certos hábitos de culturas diferentes.
Sendo certo que a paixão pelo desporto é a mesma, grita-se, apoia-se, insulta-se (penso), e tudo o resto que qualquer ser humano apreciador de futebol normalmente faz.

Mas depois, há certas coisas que devem ser peculiares de determinados povos, como foi o caso.

Assim,
- os bilhetes para o futebol, numa partida entre as duas melhores equipas de dois países numa competição regional, compram-se na porta de entrada.
- nesse mesmo jogo, a cerveja é bebida com fartura, mas fartura mesmo, acompanhada de ... pipocas. A Carlsberg deve ser mesmo a melhor cerveja do mundo.
- ainda nesse jogo, o hino do país da equipa visitante é assobiado do princípio ao fim.
- e por último, um fumador que incomoda um não fumador com o seu cigarro na bancada, é-lhe solicitado simpáticamente por dois stewars que se retire para outro local.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

terça-feira, 4 de abril de 2006

APLICAÇÕES DE RISCO

Não raramente, quando vou almoçar ou quando saio do trabalho, sou abordado por um individuo que sistematicamente se dirige a mim e solicita:

- Empreste-me dois euros!

Eu, dada a peculiar insistência na abordagem, não resisti a perguntar:

- Garante-me o capital investido?

Ele respondeu:

- ...? então um euro!

Fui obrigado a dizer que não! Nos dias de hoje, uma aplicação que não garanta o capital investido, não é um bom investimento… quanto menos uma, que apenas garante metade!

sábado, 1 de abril de 2006

ESTE ANO: FÉRIAS NA JAMAICA!


Viva a eléctrica nacional!

quinta-feira, 30 de março de 2006

clube beretta 2000 - os diários


Prossigo em velocidade pelas curvas que nos fazem ascender ao centro das coisas, ao espaço que mais se estende e maior largura ocupa em Fornos, a praça na qual ainda domina a Igreja e o Centro Paroquial. Chego aí desocupado e amorfo no final de mais um dia, acelerando, surgindo imprevidente do sul, trazendo comigo a impressão de que o calor se acumula primeiro, e depois se exterioriza e se expande nas coisas, de que o conforto quente que nos preenche a roupa agora em demasia, vai também tomando conta das paredes, dos modos, da língua e torna então difícil olharmos os olhos dos outros, que passam. É uma impressão da primavera que se adivinha, a benção de um país ao sol que ganha corpo, finalmente aviando o frio e a humidade, um país que têm a disposição dos raios e da luz e sente que é chegada a paz do tempo que o favorece, tornando-o disposto à alegria dos meses, à descoberta do mundo sentado nas esplanadas. Fazendo passagens de caixa, cortando as curvas, eu adivinho todo o sol dos outros dias.
No largo, parei e observei os mais velhos sentados nas sombras, reflectindo os verdes iluminados das folhas dos plátanos. Este é o país calmo e maduro da pele escura, o país senhor de si mesmo, senhor do tempo e da luz sobre o mar, o país que envelhece de serenidade pois nada mais tem a provar, e a quem nada mais persegue senão a certeza do seu lugar no mundo – o país com irmãos países de distantes lugares, a quem a inconcebível distância não fez perder uma igual raiz de comunicação e de culto, uma igual predisposição ao sol e ao tempo que se estende para nós, na areia das praias.
Tu olhas, mas não acreditas que possa ser esse o lugar, esse o segredo que trazemos escondido de todo o planeta e de todos os seus homens. Não há nada que melhor nos defina, que não o sol, que não a terra, que não o mar. E por isso, há imensidão naquilo que nos alegra.
Prossegui de janela aberta, passando o restaurante "Cruzeiro", fazendo outras curvas adiante, lançando a mão ao calor, à brisa quente que amacia o metal e acelerei pelo paralelo, ao sol da Piedade... vive a minha pátria em lugares pequenos, chamados Fornos.

* ... an you will know us by the trail of dead - EP "The Secret of Elena´s tomb"

APARTAMENTOS

A preocupação em falar baixo, assim como não fazer qualquer tipo de barulho, para não incomodar o vizinho, é uma realidade própria de quem vive em apartamentos. Em cada lote somos acompanhados por vizinhos que detestamos e a quem gostaríamos de apoquentar de todas as formas possíveis e imagináveis. Porém, fica sempre a sensação de que, qualquer iniciativa deste género será sempre um tiro no pé. Afinal, todo o nosso dia-a-dia pode ser acompanhado por eles. Senão, tome-se por exemplo as nossas idas ao wc. Muitas das vezes o vizinho ficou a saber disso; como também sabe as horas a que nos levantamos, e vice-versa. Casos há em que os filhos dos ditos também são os nossos, pelo menos, quando há que aturar o berreiro que fazem.

A juntar a este clima delirante:
Há uma forte probabilidade de encontrar o dito no elevador todos os dias, isto, se tiver a sorte de não o encontrar nas reuniões de condomínio…

Soluções?

Se puder, opte pela vivenda no meio do mato! Digo eu…

terça-feira, 28 de março de 2006

um parque, por favor

E no final de mais um ciclo invernal, lá chegou a Primavera. E com ela, a passarada, as flores, as rinites. O tão enigmático pó de lagarto... a simpática "hora de Verão".
Os feirenses, embora de forma tímida face às chuvadas que ainda para aí vem, vão começando a ganhar coragem para pôr o esqueleto a mexer - afinal, já não há-de faltar muito para poderem, de novo, ficar horas dentro do carro nas bichas para o Furadouro, onde desejam bronzear os seus corpos torneados pelo exercício! Daí a necessidade de (re)iniciar o plano que leram na Mulher Moderna.
Ora como o pessoal anda fraco de finanças com os Cetelem's, os Credifin's e os Cofidis' a queimar cada franjinha que sobra do salário, não há que enganar: mais uma despesa em ginásio, nem pensar!
Vamos, assim, começar a ver as ruas do burgo feirense cheias de caminhantes, verdadeiros peregrinos dos quilos a mais. Afinal, esteve frio e era mesmo necessário comer aquela quantidade toda de gordura e doces para aguentar a intempérie...
Agora, sinceramente, tenho pena destas pessoas.
Tenho pena porque já não bastava terem que explicar à vizinha do 1.º esquerdo que não se vai para o ginásio porque não se gosta de estar fechado (eufemismo para " 'tamos sem cheta, à beira da bancarrota "):
- têm que estar sujeitos a caminhar numa cidade onde não há arruamento sem buracos, guias partidas, calçada a desfazer-se (nas ruas que foram contempladas com passeios...).
- têm que se sujeitar a inspirar o CO dos automóveis.
- têm que ter cuidado para não serem colhidos nas artérias sem passeios...
Será que é muito pedir um PARQUE para Santa Maria da Feira?
Um sítio onde as pessoas pudessem fazer desporto "de graça", onde a canalha pudesse jogar à bola ou andar de bicicleta sem deixar os pais aterrorizados com a probabilidade de atropelamentos, onde os idosos pudessem estar a tarde toda na conversa?
Estou certa que não era pedir muito, não senhor!
Não precisava ser gigante, não precisava ter árvores exóticas, não precisava de ter grande equipamento (odeio a designação "mobiliário urbano"), não precisava de "ser melhor que o de ...".
Bastava ser um sítio agradável, limpo e seguro.
É só.

pala pensal...

1. Na sua álea de lesidência existe algum estabelecimento de lestaulação habitualmente designado por "Lestaulante Chinês"?
2. Ainda na sua álea de lesidência, já se cluzou na lua com alguma pessoa chinesa idosa?
3. Nas suas idas ao cemitélio, alguma vez plesenciou um funelal cujo de cujus fosse chinês?
4. Sabe o que também significa, foneticamente, a explessão "chop suey"?

boa noite e boa sorte



O pressuposto liberal de que parte, persiste por todo o filme. Liberal, não só na vertente do indivíduo consigo mesmo, no modo pelo qual ele se entende e se representa nas suas responsabilidades, no seu dever, como ente capaz do julgamento moral e logo capaz da acção em total conformidade com as percepções assim delineadas, mas igualmente liberal, no julgamento que se faz da dimensão usurpadora e intrusiva que por vezes pode o Estado assumir, em claro prejuízo da preservação dessa mesma individualidade fundamental e irrepetível. Nesse sentido, Clooney numa clara afirmação dos valores essenciais sobre os quais a América se construiu e sobre os quais pretende ele persistir. O título – boa noite e boa sorte! – não assume nada mais que essa mesma remissão para aquilo que, enquanto indivíduos, somos capazes de empreender, ou rejeitar. Excelente banda sonora, para quem aprecia jazz...

ILUMINADO...

Rua do Almada - Porto

… ou fumo a mais!

SUGESTÃO?!

Rua da Fábrica - Porto

O amigo Fritz que me perdoe...

segunda-feira, 27 de março de 2006

MEMORÁVEL

Na passada sexta-feira o Rocktaract, que vai já na sua 8ª edição, deu a conhecer a Santa Maria da Feira mais um excelente projecto da música moderna nacional.
Os Dead Combo deram um concerto que irá ficar na memória de todos aqueles que tiveram a oportunidade de assistir.
Mais um concerto com o selo Rocktaract, a iniciativa que mais fez pela música moderna do concelho.
Na próxima sexta-feira chega mais um espectáculo a não perder, The Vicious Five.

domingo, 26 de março de 2006

BEATITUDE

A propósito do meu último post, e por que nem todos conseguiram ouvir os vídeos, deixo aqui a sugestão:
PEPE DELUXE, colectivo de dj’s finlandeses – JA Jazz, Super Jock Slow spin, and James Spectrum – que se deixaram envolver na música de forma definitiva, quando a Levi’s utilizou um dos seus temas, numa das suas campanhas publicitárias.
BEATITUDE (2003) Terceiro Álbum, que mistura várias sonoridades que vão do hip-hop à electrónica passando pela pop, acompanhado por um baixo poderoso a marcar o ritmo, em muitos dos temas.

sexta-feira, 24 de março de 2006

o que será feito de...

kitt

clube beretta 2000 – os diários

Tupperware e miúdos de frango

Coisas há para as quais se torna difícil estabelecer uma explicação, por muito que seja o esforço posto na tentativa de alcançar uma sua razão lógica. Quando depois desse empenho intelectual, continuas sem coisa nenhuma, sem razão aparente, então é porque essa explicação não existe, ou existindo, não se reconduz á categoria da experiência e do raciocínio. E não se estabelecendo ela nessa plataforma comum ao Homem, como ser pensante, capaz da inteligência, convocarás posteriormente, as fenomenologias, os credos, as aparências, os espectros, os assombramentos ou até graves disfunções, que pelo menos têm o grandioso mérito de remeter e fazer esquecer, classificando, o que se torna difícil de conhecer, ou que muito simplesmente não alcanças.
Ora, a pura estupidez não cabe em nenhuma das anteriores categorias assim definidas, pois nem pode ser sofisma mais ou menos elaborado, produto de razão e inteligência, nem pode ser tomada por uma qualquer entidade espectral, que se apresente para lá da experiência sensível de que somos capazes. Pelo contrário. A estupidez não é nenhuma aparição, é bem real. Confronta-nos todos os dias e grande parte das vezes, acaba por se constituir num autêntico desafio á maior ou menor inteligência.
É precisamente esse desafio com que termos sido confrontados e nos temos debatido, desde o dia em que, na habitual cerveja das sextas-feiras no café tareco, o alfredo da tijuca nos comunicou que estaria umas semanas fora, mais concretamente em Radomysl, arredores de Kiev, aonde o seu penn-friend ucraniano – aquele que lhe havia remetido por via postal a AK – 47 búlgara às peças – o instruiria, fazendo luzes sobre o tráfico de órgãos humanos, os respectivos circuitos internacionais e a estrutura e os passos necessários para que ele, alfredo da tijuca, pudesse criar a respectiva delegação ou filial portuguesa, dedicada àquele comércio, aparentemente, em Fornos. Pois...
Passando a ponte do farinheiro no ford capri, cortando à direita e por ali descendo, ouço “Little Sister” dos QOTSA e são miúdos de frango aquilo que me vai ocupando a cabeça. O sol não é muito. Não sei se muitos partilharão desta teoria, mas creio que por razões que não foram ainda estabelecidas – sem que isso necessariamente nos remeta para o sobrenatural – em alguns contados indivíduos, são precisamente miúdos de frango aquilo que preenche a respectiva caixa encefálica, não o imaginado cérebro! Estão lá corações, moelas, fígados e outras partes inominadas do mais comum e vulgar frango, tudo com aquela coloração escura, acinzentada, e a consistência granulada que assumem depois de cozidos (sem molho pica-pau!). Não digo e não penso isto a despropósito. Ao meu avô cheguei a ouvir dizer que um outro tijuca qualquer, de tempos passados, havia também feito saltar miúdos de frango pela cabeça, quando a fez rebentar com bala de revólver, o que muito impressionara a vizinhança e a redondeza, que então atribuíram o fundamento para aquela imprevista refeição rápida, a obra do diabo! A genética estava ainda longe de fazer o seu caminho e avançar os porquês para vacas com duas cabeças, macacos de três olhos e coelhos com lã de ovelha. Os tijucas – pertençam eles a que geração pertencerem – é que devem ter alguma relação com tais e recentes problemáticas, de combinações ypsilon e xis, pois são metade homens, metade galinhas. Torna-se assim evidente que, trazendo miúdos de frango na cabeça, são de igual modo alternativos os circuitos de raciocínio que percorrem, os quais, dificilmente, se podem contrariar – pelo menos para aqueles que sejam orgulhosos possuidores de um cérebro. No fundo, é uma luta desigual porque, contra homens-animais, a única forma de encerrares trocas de opinião ou discussões (quando a isso te permites) é, ou cortar-lhes a cabeça, ou dar-lhes uma traulitada no cachaço. É evidente que tal nunca acontecerá com o alfredo da tijuca, e julgo que com os seus descendentes. Apesar de considerarmos a sua condição como híbrida, é alguém que se estima, que inclusivamente têm uma arma de guerra guardada no armário, o que em caso algum retira a constatação de que aquilo (o alfredo da tijuca) nunca encaixou lá muito bem! Por isso desisti. Não dedicarei mais partes de inteligência a descobrir razões para a estupidez, razões que expliquem pretender alguém traficar córneas, rins e fígados humanos, provavelmente enclausurados e despachados em caixas de tupperware, para os vender a preços especulativos, depois de haver obrigado outrem – sabe-se lá por que métodos e em que condições de higiene – a “doá-los” ao mercado. Não sei, parece-me tudo demasiado torcido para quem cresceu em terra agrícola. Mas esse é o prejuízo que decorre da sua presente condição suburbana: trazer-nos o desconhecido, o que não julgávamos possível.
Não deixo de qualquer forma de me confrontar com um sério e tenebroso pressentimento: indo o alfredo da tijuca à ucrância – há quem me pergunte aonde é que isso fica! – passando uns dias nos arrabaldes de Kiev – no que concerne a dizer o que é que isso igualmente possa significar, confesso também a minha ignorância! – pergunto-me se não é a ele mesmo, ao alfredo da tijuca, aos seus viçosos rins, ao seu algo danificado fígado, ao seu olho de lince, aquilo que efectivamente os eslavos andam atrás! Temo que mal colocando pé em solo ucraniano, lhe dêem logo uma traulitada, ou lhe façam saltar a cabeça e depois o seccionem ás gramas, guardando-o no congelador em caixas tupperware. Resta saber se para um homem-galinha há bom escoamento no mercado. Uma coisa porém me parece certa e é o motivo da minha preocupação: vender coisas às peças, começa a estabelecer-se como uma especialidade ucraniana....

JÁ AGORA!

Este fim-de-semana não fique em casa. Aproveite para visitar alguém que já não vê há muito tempo, ou então saia e dê um pezinho de dança.

Aproveite-o bem!

JOGO PARA O FIM-DE-SEMANA

Faça corresponder os lugares à esquerda, aos seus significados:


Eiras .................................... a) Abelharuco
Montinho .............................. b) Compaixão
Cruz ..................................... c) Martírio
Milheirós ............................... d) Acervo
Cavaco ................................. e) Acha
Lavandeira ............................ f) Molhar de novo
Moinhos ............................... g) Malhadouros
Piedade ................................ h) Idosa
Relva .................................... i) Azenhas
Remolha ............................... j) Capim
Calvário ................................ l) Lavadeira
Velha .................................. m) Crucifixo


Sol: 1) - g); 2) – d); 3) – c); 4) - a); 5) - e); 6) – l);

7) – i); 8) – b); 9) – j); 10) – f); 11) – c); 12) – h)

quinta-feira, 23 de março de 2006

EXCELENTE OPORTUNIDADE!

Máquina de sinais vitais da marca «Longlife».
Bom estado de conservação, dir-se-ia até «como nova»...
Base de licitação muito baixa!
Maquinismo ideal para decorar ou compôr o recheio das instalações ou sedes das Comissões Políticas Concelhias do PSD e do PS de Santa Maria da Feira, atentos os mais recentes - e espasmódicos - episódios daquilo que um saudoso Mestre rotulava de «strengh for life»!

quarta-feira, 22 de março de 2006

the cb 2000 sound clips


"Quando arrancamos, fizémo-lo ao som de Blue Orchid, boa malha, que bem ilustraria o arranque do artista principal, filmado com um ar decidido dentro de uma viatura exclusiva e reluzente."
"blue orchid" - The White Stripes: get behind me satan, 2006.

"Não estava bem disposto CÃO ESCURO. O tom da música – em excesso de decibeis – não nos pareceu nada convidativo quando, atrás de nós, a porta se fechou."
"arcarsenal" - At The Drive-in: relationship of command, 2001 (sample).

"... não lamentamos o desapontamento de CÃO ESCURO com ele mesmo, nem o facto de, naturalmente, o seu ridículo não nos poder continuar a servir de inspiração. O Capri pegara à primeira e era “die all right!” coincidentemente dos “The Hives” o que soava na radiola...".
die all right! - The Hives: veni, vidi, vicious, 2000.

"... e em tudo havia uma só vertigem, um só propósito, uma ríspida mas assente impassibilidade. "
"have love will travel" - The Black Keys: Thickfreakness, 2001.

"Anunciei a tragédia, a catástrofe em prejuízo dessa estreiteza de perspectivas alinhada ao domingo em manadas...".
"2.10am automatic" The Black Keys: rubber factory, 2005.

"Depois dos móveis, ou do corredor ou de uma qualquer amplitude menos percebida, Hung up é a estridência e o bem-estar que nos ressoa...".
"hung up" - Madonna: confessions on the dance floor, 2006.

"Creio que também, nenhum de nós arranjaria a paciência para tanto, ainda para mais, quando aguardo uma sopa de legumes e mão de vaca... agora, à república, só a ira de Deus valerá!"
"dies irae" - W. Amadeus Mozart: Requiem.


"Passando a ponte do farinheiro no ford capri, cortando à direita e por ali descendo, ouço “Little Sister” dos QOTSA e são miúdos de frango aquilo que me vai ocupando a cabeça. O sol não é muito."
"little sister" - Queen of The Stone Age: lullabys to paralyse, 2005.

HEDIONDO

“Cova” – Feira (cidade)

Ele também um Xunga Típico!

segunda-feira, 20 de março de 2006

a cura

Actualmente é impossível não nos vermos afectados pela lufa-lufa do quotidiano com os horários, os patrões, os impostos, a má TV, os congelados, a máquina de lavar avariada, a reunião de condomínio, a vã esperança de ganhar o euromilhões...
Eis o STRESS, de que somos já tão íntimos a ponto de lhe poder chamar ESTRESSE.
Para um alívio imediato dos seus nefastos efeitos, qual Xanax, qual Lexotan!
Minha gente, é biqueiro no caniche!

DE ESCAPÃES A GUIMARÃES

“SÁ CARNEIRO: ONDE ESTÃO OS 33.000 CONTOS?”
(Escapães - SMF)

“ESTE GOVERNO TEM LIVRO DE RECLAMAÇÕES?”
(Rua Nova de Monchique – Porto)

“UM DIA A CULTURA VEM ABAIXO”
(Rua Oliveira Monteiro – Porto)

“VIVA O SOCIALISMO MORTE AO FASCISMO”
(Rua do Campo Alegre – Porto)

“VIVA O COMUNISMO LIBERTÁRIO”
(Rua de Gil Vicente – Guimarães)

sexta-feira, 17 de março de 2006

SÓ 5€!


Óptimo estado. Plástico incluído!

quinta-feira, 16 de março de 2006

o que será feito de...

MC Hammer

Cicciolina

Limahl

matisyahu

Haverá alguma coisa a mudar na indústria musical norte-americana? Eis algo que se procura colocar muito para lá do hedonismo consumista a que nos habituam. Além da postura e da mensagem de inspiração marcadamente religiosa, registo reggae e hip-hop a que acresce a tradição musical judia. "you got to make the right move!" Eis que uma página se vira e que se centra o discurso musical num outro conjunto de preocupações! O rabino tem futuro! http://matismusic.com/mediaplayer/

quarta-feira, 15 de março de 2006

A FRASE E O GORDO


Peço-vos encarecidamente que não liguem ao gordo exibicionista que aparece na imagem. O importante está em segundo plano, ao fundo… no muro!

Foto gentilmente encaminhada por “Manel”