terça-feira, 20 de junho de 2006

woher ist asp?



desapareceu ASP


Encontra-se desaparecido desde princípios de abril o nosso mais estremoso e querido colaborador, que de desde o início deste espaço de partilha e de confrontação democrática - que o próprio denominou de feirafranca - sempre pautou as suas intervenções escritas, ou alusões gráficas, pelo fundamento equilibrado, pela subtileza do raciocínio e pelo brilhantismo de conclusões. A sua ausência penaliza-nos. O seu possível retorno e aparecimento presentear-nos-à de conforto.
Qualquer informação sobre o respectivo paradeiro será objecto das mais infinitas recompensas e de inesperadas laudas evengélicas!

A gerência agradece.
Obrigado.

SEGUNDO AVISO À CIRCULAÇÃO!

“O NODDY É GAY!!!”
Algures no IP5 - Viseu

segunda-feira, 19 de junho de 2006

AVISO À CIRCULAÇÃO!

IP2 – Portalegre

quarta-feira, 14 de junho de 2006

santo antónio de lisboa


Agradecia que me explicassem porquê.
Porque é que todos os anos temos que gramar por horas a fio com as Marchas Populares de Lisboa. Que comam as sardinhas, que gramem o Santo António, não vem mal ao mundo por isso (pelo contrário!). Que levantem uns estúpidos de uns arcos com evocações decorativas que ninguém percebe e que marchem ora para a esquerda ora para a direita - quase parecendo uns tolos - ficando sempre muito aquém de qualquer coreografia que se perceba (quanto mais de uma que se goste), que o façam! Mas porque raio temos nós (o resto do país) que gramar com essa interminável gincana folclórica, com essa seca pegada de gente a marchar ao som de uma charanga de terceira categoria, com gordos e gordas de sardinha pregada no cabelo, esforçando-se por não dar barraca no ensaio coreográfico, sempre pobre e desprovido de interesse estético?
Porque raio temos nós (o resto do país!) que gramar com as coristas do Parque Mayer e a decadência do seu corpo artístico, com a cultura revisteira falida de que provêm e que mais não faz, do que dizer uma graçolas brejeiras de mãos na cinta, a marchar, com a projecção de voz de quem ainda vende sardinha e robalo no terreiro do paço, arrastando sempre a penúltima sílaba!
Que façam fila na Avenida, ás centenas de milhar! Que gramem e cultivem a cultura popular armada ao pingarelho! Mas deixem o resto do país em paz e dispensem-no da histeria televisiva que pretende fazer de uma porcaria sem graça, de um folclore de charanga (marchas populares de Lisboa) um novo Carnaval do Rio! Não obrigado! O resto do país dispensa essa faceta pela qual ainda se exprime um certo marialvismo lisboeta e seus modos brejeiros, que se gritam na Adega do Machado enquanto corre mais um fado vadio. Ao contrário do que nos pretendem fazer querer, nada existe nisso de distinto. Para nós o Cachucho e a respectiva ginginha, bem podem ficar pelo bairro de Marvila!

terça-feira, 13 de junho de 2006

LOUCO?




"Sou eu que sou louco ou são os outros que são todos loucos?"

sexta-feira, 9 de junho de 2006

MUSICA DE CASA



Boas Férias!

o que será feito de...


"...ai Cais do Sodré, ai Cais do Sodré..."

quinta-feira, 8 de junho de 2006

dirty harry



... do I feel lucky? Well, do ya, punk?


PRIMEIRA PÁGINA

A detenção do jovem de extrema-direita (esse gajo impoluto…) que é preso pela PSP, no mesmo dia em que aparece numa reportagem a segurar uma semi-automática como se de nada se tratasse, vai ser assunto de primeira página do jornal Público, e de outros diários certamente. Pessoalmente, dado o caricato da noticia, sugeria que esta constasse da rubrica “Insólito” do mesmo jornal, na antepenúltima página. É o sítio que merece!

quarta-feira, 7 de junho de 2006

TUNING

Fico satisfeito por morar num concelho onde há muitos adeptos do tuning. O caro leitor poderá achar que eu simpatizo com este fenómeno tão intrínseco à nossa vivência concelhia, o que na realidade não é o caso.
Fico satisfeito porque, pensando bem naquilo que nos é importante, e que nos pode garantir uma vida relaxada, depois da saúde, podemos mencionar o dinheiro. Este, para a maioria dos cidadãos, deverá resultar do nosso esforço laboral. Pintando o quadro desta forma apraz-me pensar que, num mundo profissional altamente concorrencial, onde o indivíduo se tem de mostrar como uma mais-valia enquanto factor trabalho, existe uma grande parte que é logo relegada para funções intermédias, ou de base. Para o efeito, basta aparecer com o seu carro alterado aquando da entrevista individual, ou então, nos primeiros questionários de selecção pôr uma cruz no “Sim”, à pergunta:
-
“Gosta de Tuning?”
-

Aliás, isto do tuning é uma “modernice”. Ainda sou do tempo em que este fenómeno era rei nos veículos de duas rodas. É certo que o meio de transporte não é o mesmo, mas aquilo que importa, "O Espírito", esse estava lá, não há que negá-lo! Mais! Num paralelismo inquestionável (ou não…) à falta de rádio Kenwood a debitar decibéis, quem não se lembra do escape de rendimento - um ou dois furos, consoante o caso - a debitar um barulho ensurdecedor, que nos punha a todos perto da loucura?! Em boa verdade, dos poucos momentos em que achei que estava lá perto, tenho sempre um flash duma moto a passar.
Bons tempos esses, que faziam de Santa Maria da Feira o concelho com mais ciclomotores de Portugal!

terça-feira, 6 de junho de 2006

Pirómanos Unidos Jamais serão Vencidos

Se o país fosse um enorme campo de golfe não existiriam incêndios...

segunda-feira, 5 de junho de 2006

sexta-feira, 2 de junho de 2006

samplado


Santa Maria da Feira, 02 de Junho de 2006.

Caríssimo e prezado jam:

Poder-lhe-á parecer estranha esta outra forma de comunicação pela qual lhe faço chegar uma surpresa. Contudo, o papel e a caneta obedecem a um propósito claro. Efectivamente, nos dias que correm sentar e escrever cartas usando tais artefactos parece um exercício de loucos. Na sensação que nos causa - ou na sensação que causa em outros, que apenas a podem imaginar - deve ser mais ou menos semelhante àquela de vermos, nos filmes, gente a usar máquinas de escrever, ou a atender os telefones que tocavam ruidosamente, num local determinado da residência. Qualquer boa cena num filme desses outros tempos, envolvendo telefones, começaria sempre com um plano aproximado do mesmo, tocando furiosamente durante intermináveis segundos, e cujo desamparo ruidoso na divisão da dita casa (que percebíamos sempre ao fundo) era interrompido pelo braço de alguém levantando o auscultador, que a câmara passava depois a acompanhar no movimento de o levar ao ouvido, altura em que tomávamos conhecimento da personagem que atendia e do potencial equívoco que desse modo se instalava no enredo (do outro lado, alguém perturbado mas em profundo silêncio pousava por sua vez o auscultador, sem responder às constantes interrogações desse outro que atendera: “Hallo?” “Hallo?”).
Tudo isto prezado jam – papel e caneta incluído – para lhe recordar aquela outra polémica em que me vi envolvido no blog para o qual modestamente contribuímos, a propósito de um post sobre lloyd cole e do facto de o mesmo ter agendado um espectáculo para a Baixa da Banheira, depois da respectiva actuação em Santa Maria da Feira - um retumbante sucesso, como pudemos perceber. Não é a ela que pretendo agora regressar (à polémica). Lembro-me apenas que tendo nela o caríssimo jam adoptado uma posição mais ou menos neutra (de resto nunca fora fã de Mr. Cole), termos ambos concordado que aquilo que musicalmente melhor poderia acontecer ao caríssimo lloyd cole, seria ser samplado e sequenciado por um qualquer bom DJ de serviço (o que a grande maioria dos outros interlocutores terá achado estranho). Pois olhe o que eu acabo de descobrir: embora não sendo exactamente aquilo em que ambos estaríamos a pensar (samples, DJs e sequenciadores) há agora uma rapaziada de Glasgow (curiosamente, cidade onde antes de ser músico o Sr. Lloyd estudou filosofia) que tendo formado uma banda pop de nome Câmara Obscura (literalmente) acabou de lançar um single ”lloyd, I´m ready to be a heartbroken” numa clara alusão a um outro e antigo single de Lloyd Cole and the Comotions, que por sua vez perguntava como título de canção “Are you ready do be a heartbroken?”
O que se torna inusitado mas manifesto em tudo isto, ainda que passando ao lado de DJs e do sampling, é descobrir que se leva já suficiente tempo na Terra para que uma outra geração comece a achar inspiradora o conjunto de tralha a que prestaras atenção quando adolescente e olhe para ela com a mesma sensação com que a minha geração olha agora para as máquinas de escrever!! Talvez também eu comece também a precisar de ser samplado. Há para o efeito, algum DJ de serviço? Irei indagar na DFA ou na Compost. Recomenda Rainer Trüby?

Com os melhores cumprimentos,

Fritz

COMPOST & SONAR COLLEKTIV

quinta-feira, 1 de junho de 2006

O NORTE - por MIRONE

Comentário do nosso assíduo comentador Mirone, que decidi transformar em post.
Muito obrigado.


Já agora, apesar de me estar a desviar do tema em causa, vou aproveitar a deixa do prezado Fritz e partilhar convosco um texto de Miguel Esteves Cardoso. Se tiverem coragem (pelos motivos obvios!!!), leiam-no, na minha opinião dá que pensar:

“Primeiro, as verdades. O Norte é mais Português que Portugal. As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.

Mais verdades. No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade.

(...)

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

(...)

O Norte é a nossa verdade.

Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o 'O Norte'.
Defendem o 'Norte' em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.

No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.

O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer 'Portugal' e 'Portugueses'. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como 'Norte'. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?'

Enfim? O NORTE É O NORTE? E O RESTO?............É CONBERSA? “

- Miguel Esteves Cardoso

Enviado por Mirone

Quem o viu e quem o vê


mainstream dos casamentos


Quem quer oferecer toda a comida deste Mundo e do outro, escolhe que a cerimónia religiosa se realize antes do meio-dia para poder dar almoço, lanche, jantar e ceia (sem contar com o pequeno almoço aos parentes na casa de cada um dos noivos antes da saída para a igreja). Esse horário é também o preferido daqueles que acham piada ao facto de a noiva ter que se levantar às 6 horas da madrugada para começar o chorrilho de preparativos que incluem cabelo, make-up, manicure.
Quem casa fora das estações outono/inverno é porque não se importa de ter temperaturas de 30º logo a partir das 8 horas da manhã, é indiferente ao facto de nas suas fotografias de casamento toda a gente aparecer com cara de quem saiu de um forno a lenha, não se importa que o verde-branco escorregue melhor e que, por isso, os seus parentes vão fazer figuras tristes na pista de dança, não se importa de ter tido que tratar de tudo com 2 anos de antecedência e ter que pagar os olhos da cara pela festa.
Há sempre gente que desilude com as respectivas fatiotas, seja o sobrinho que vai com o fato da comunhão, seja a tia que aparece, às 11 horas da manhã, a resplandecer de lantejoulas, seja a prima francesa que se lembra de levar chapéu.
Há muitos convidados que não se importariam de não ter sido convidados.
As mães dos noivos travam uma guerra fria sobre quem vai mais bem vestida.
Os pais dos noivos fazem contas.
Há sempre gente que se atira de forma menos contida às gambas.
Quando os noivos vão entregar o ramo à Nossa Senhora a meio da cerimónia não rezam porque estão a fazer poses para o fotógrafo.
Os solistas dos coros residentes das igrejas fazem má figura.
O noivo aparece com cortes de gillette na cara.
O sapato da noiva magoa-lhe os pés.
A fruta aparece esculpida nas mais inimagináveis formas, e já foram vistos leitões assados colocados em cima de mini-bicicletas.
O cetim, apesar de ser uma péssima opção para vestidos, aparece frequentemente como matéria prima do da noiva e do das convidadas. O cetim é um tecido barato, cujo brilho é de mau gosto e nunca substituirá a seda.
Em vez de proporcionar o efeito de um sereno e simpático chuvisco, há convidados que gostam de atingir o novo casal atirando com o arroz de forma violenta.
Quando o arroz atinge os noivos, vai suado das mãos dos convidados.
Os meninos das alianças acham graça calcar o véu da noiva.

DIZ-ME O TEU NOME DIR-TE-EI QUEM ÉS

Tomo como certo que, tal como eu, grande parte das pessoas desenvolve uma associação positiva ou negativa aos nomes. Pois bem, denuncio aqueles (abreviaturas, essencialmente!) que considero encerrarem em si uma certa carga negativa/depreciativa, aos seus detentores:

- Zezinando
- Nel
- Toni
- Neca

- Tonel
- Bita
- Nando
- Tono
- Nelo

Que me desculpem os titulares! Recordem-se no entanto que podem sempre optar pelo verdadeiro nome.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

the dfa remixes


we all should listen to shit robot

thank you jam!

terça-feira, 30 de maio de 2006

ratzinger

Houve quem não compreendesse, quem falasse de uma oportunidade perdida. Centrados em questões perfeitamente laterais à vida da Igreja e do Catolicismo, houve mesmo quem o achasse um reaccionário. Mas o Papa Bento XVI, sendo uma figura manifestamente frágil mas inequivocamente afável, surpreende. Já não se trata sequer de expressar uma continuidade doutrinal (e ainda bem!) no que foi o património teológico e político de João Paulo II, quando muitos – a maioria – antecipava com a sua eleição, a inflexibilização e a intolerância progressiva da Igreja Católica.
Com a sua recente visita à Polónia – país de um catolicismo mártir, vítima de opressões tanto religiosas, como ideológicas – e particularmente com a sua presença em Auschwitz e Birkenau (esquecendo agora a dimensão dupla de se tratar de um Papa alemão) Bento XVI não só reafirma esse diálogo e proximidade inte-religiosa formal iniciada por João Paulo II e de que a Igreja Católica é pioneira, mas aprofunda-o teologicamente quando lança para o centro do monoteísmo religioso a pergunta: onde estava Deus quando os homens foram capazes das monstruosidades que dão pelo nome Birkenau e Auschwitz? Porquê o Seu silêncio? E se essa pergunta é comum a quem acredita e professa um só Deus, a resposta pode pois estabelecer-se tanto entre cristãos, como entre judeus ou muçulmanos, porque tal pergunta os encontra a todos sentados a uma mesma mesa. E essa é a inovação que Bento XVI traz á Igreja Católica e que lhe é exclusiva, colocando-a no centro da reflexão e do problema que quotidianamente se agrava e que é o da disputa e do confronto civilizacional. A pergunta na sua total dimensão teológica agrega, não separa! E por isso mesmo foi e é o Cardeal Ratzinger, aquele com o profundo conhecimento teológico e filosófico, o homem certo para liderar a Igreja Católica no caminho inovador que é o diálogo inter-religioso iniciado por João Paulo II na cidade de Assis, buscando estabelecer pontes e amenizar extremismos que evitem o conflito civilizacional que se adivinha.
Seria bom que em vez de se dar crédito a patranhas, mentiras e erros históricos com que muitos cristãos hoje se entretêm – enriquecendo quem se aproveita da respectiva ignorância – se prestasse mais atenção à actualidade do pensamento Católico e respectiva prática, percebendo a inovação que nele resulta quanto àquilo que são os problemas fundamentais da Humanidade.

Viva o papa Bento XVI! Viva Ratzinger!

RÉPLICAS 919355910

Ou a reedição local e comercial do saudoso cartaz “JOHN 16:9”!

segunda-feira, 29 de maio de 2006

a bandeira


Não vou dar qualquer visibilidade à bandeira nacional antes ou durante o fussbal weltmeisterschaft na alemanha. Não sou de arremedos patrióticos, de picos de devoção aos símbolos nacionais e muito menos o seria, motivado pela circunstância de onze gajos andarem aos chutos numa bola. Não porque ignore a importância do evento, ou porque não ache que a Selecção Nacional de Futebol represente também parte daquilo que somos como portugueses. Pelo contrário. Agora, não darei visibilidade à bandeira nacional para depois, tudo passado, acabado o Weltmeisterschaft e ressacado do entusiasmo pelo mesmo país que é o da bandeira nacional que antes desfraldara, voltar ao discurso de sempre e dizer que ele, o país da minha bandeira, não vale a ponta de um corno e que o melhor é entregar tudo aos espanhóis. A Pátria não se esquece, como esquecidas ficaram muitas das bandeiras no euro 2004. Para isso, não as ponham [as bandeiras] cá fora!

Força Portugal! Força Brasil! Força Angola!

POLITICA

“VOTA OTELO À PRESIDÊNCIA: ELEIÇÕES/80"
(EN 1 – Águeda)

“SINDICATOS PARA QUÊ?”
(Rua de Alberto Aires de Gouveia - Porto)

“NEM ESTADO NEM CAPITAL”
(Rua das Oliveiras – Porto)

“PRISÃO – ASSASSINOS DO PADRE MAX”
(Marginal - Régua)

“CHEGA DE PODRIDÃO – VOTA PS”
(Paradela do Monte – Marão)

sexta-feira, 26 de maio de 2006

quinta-feira, 25 de maio de 2006

quarta-feira, 24 de maio de 2006

diarreia regulamentar

Enquanto na óptica da maioria a profissão anda nas ruas da amargura...
...a minoria regozija-se em regulamentar o uso do barrete!
Não há mais nada que fazer!?

PORTUGAL, UMA ILHA

A existência, no litoral, de uma grande concentração de recursos económico-financeiros, culturais, sociais, e por aí fora, em detrimento do interior, é um mal estruturante da nossa economia. Apesar de tudo, não será alheio a esta realidade o facto dos portugueses gostarem de mar. Pelo menos é o que eu deduzo pelas inúmeras referências que amigos meus fazem de um local perto do mar, para além da nossa vila. Pessoalmente, não me seduz! Terá os seus virtuosismos, mas quando penso no Verão e na quantidade de gente que se desloca à praia, fico logo com arrepios apesar do calor...
Partindo então do princípio que esta concentração de meios junto do litoral, está intimamente ligada a esse gosto especial pelo mar, e sabendo que esta concentração prejudica o desenvolvimento económico do país, parece-me que, fisicamente, o melhor que nos poderia acontecer enquanto pais, era transforma-lo numa ilha!
Dado nosso posicionamento europeu limítrofe, ficar uns kms a mais distanciados, não era nada de mais! Ressalvo aqui, provavelmente contra a opinião de muitos, que não defendo o afundamento/desaparecimento de Espanha! Recordo-vos que são eles que me pagam o ordenado, como tal, preconizo apenas um ligeiro afastamento de, não mais de, 50 Kms.
Esta realidade permitiria um reordenamento territorial feito não à custa de subsídios de integração, mas como consequência do facto das zonas desertificadas fazerem desaparecer esse handicap de não terem o mar por perto. Aliás, sendo a maioria de nós uma povo pró-europeu e voltado para o mar, julgo que a longo-prazo as zonas interiores de agora, se transformariam nos grandes motores da economia no futuro.

Uma teoria, nada mais!

terça-feira, 23 de maio de 2006

new york city most wanted

fosse o mundo o pátio de cimento por onde pudessemos correr.
solis, alejandro polinar romero.
1 – 800 – 262 – 4221.

Fosse o mundo o pátio de cimento por onde pudéssemos correr, decompondo, prolongando as horas, arquitectando nas cabeças as impossíveis brincadeiras, e sempre seria ele a babilónia dos Homens, o sítio onde praticassem eles todos os seus excessos, correndo, cortando, golpeando indiscriminadamente. Nada há de que não sejam nesse pátio, os Homens capazes, nada que os impeça da crueldade. Nada que não os traga embrulhados em porcaria, em violência estúpida, impondo os vazios irremediáveis, condenando à morte por toda uma existência e por simples exercício ou grosseria, os que ficam, os que choram imaginando sombras e reflexos, os gestos perdidos de quem, pela mesma constante e rigorosa violência, morreu assassinado.
E assim pelos olhos e pelo coração, subsiste sempre esse medo de que sendo afinal Primavera, estando fresca a relva e iluminado o campo, nos possam inadvertidamente matar também.
A essa violência que germina indistinta pela terra e que tem por sua semente a natureza humana, não a pretendemos ver nas sucessivas modalidades com que se reinventa, com que nos brutaliza, acontecendo. Não a pretendemos ver despida como se fora uma volúpia a que depois possamos desejar (serão os Homens, eternamente, filhos dos canibais?).
Melhor fora que não houvesse essa persistência, essa condenação. Melhor fora que aos Homens os pudéssemos de alguma maneira matar também, por uma última e derradeira vez, sobrevivendo-lhes apenas nós, os que não podem ser ainda nomeados. Pouparíamos na dor e na vingança, sufocada que estava toda a violência de que são eles capazes, a violência que mutilara quem antes saíra de sua casa, e trouxera o pão e a carne e tinha quem o aguardasse na sala, arranjando as flores e os jarros.
E contudo, não havendo Homens arrastando consigo a roldana da crueldade, não havendo o sangue em excesso no cruzamento do mundo, o que ficava depois da redenção, do auxílio? Não os havendo – aos Homens – impregnados de indescritíveis malefícios, do grotesco, a quem depois perdoaríamos? A quem resgataria do ressentimento e da dor, o tempo? A quem, num gesto descoberto, estenderíamos a mão?
Há outras palavras cuja frequência tanto gostamos, cujo valor fazemos questão em habitar, mas cuja substância de significado depende de uma existência e de todo o aleatório que ela encerra. Palavras que nos transformam, porque antes delas nos fora dada a possibilidade de persistir em impassibilidade. Palavras que transformando, evocam o que antes desconhecíamos, a dádiva, o benefício, o dom, a sincera gratidão.
Não houvessem Homens e triunfaria o automatismo do bem, a mecânica da perfeição. Não houvesse toda violência e frequentaríamos um condomínio de utopia, aonde não nos fora dada a possibilidade de optar. Essa necessidade, esse requisito de salvação, cessara de existir. Escolheríamos só as gradações de que uma só cor é capaz e com ela preencheríamos todos os dias em matizes, em surdez. Não nos fora dada a exigência de preferir crescer para um lado, ou ser derrubado para o outro.
E foi isso que agora lixou a solis, alejandro polinar romero de seu nome, o nova iorquino procurado, com número de cadastro: 1 – 800 – 262 – 4221. Foi isso que lixou a solis, o facto de a violência ter uma permanente morada nos Homens, um apartado disponível no sangue. E fora a circunstância da escolha que o derrubara. Agora só os outros homens poderão fazê-lo crescer.
A existência não é permeável às simplificações de motivos de que são feitas todas as utopias e nela subsiste uma exigência que sempre se reconhece: a do bem e a do mal, a virtude ou o defeito. O dom e o malefício. A forma pela qual se antevê o dano e a condição para a respectiva cura.
Pelos dias, pelos nossos dias, haverá sempre a violência e depois, eventualmente, o perdão...

em escuta: "sold" de Joe Henry - Tiny Voices, 2005

EU NÃO VOU


... e, sinceramente, tenho pena de quem vai...

segunda-feira, 22 de maio de 2006

CORES QUE DEUS NÃO INVENTOU:

Branco Sujo
*por que só o branco!? Então, às restantes cores não se pode dar um toque sujo também?
Vermelho Valentino
*quando Jesus andou pela Terra, a alta costura ainda não tinha sido descoberta e fulanos como o Valentino tinham mais sucesso nos banhos que a costurar...
Azul Petróleo
*apesar de ter andado por sítios cheios dele...
Fuschia
*mesmo Ele teria alguma dificuldade em definir
Azul Cueca
*vg, camisas usualmente escolhidas pelo Príncipe de Gales

DFA REMIXES


"Dare" – Gorillaz
"The Hand That Feeds" – Nine Inch Nails

sexta-feira, 19 de maio de 2006

o que será feito de...

James "the sex machine" Brown

PATRIMÓNIO DO ESTADO VS ESTADO DO PATRIMÓNIO













Já repararam que ultimamente isto anda bem complementado com fotografias... É um bom exemplo daquilo que se pode fazer quando o dentista se atrasa uma hora!

quinta-feira, 18 de maio de 2006

DE MANEIRAS QUE...

“De maneiras que...” - Sem tradução
ex: “De maneiras que… prontos”
Tal como o “prontos”, serve para pensar no que se vai dizer a seguir.

“Deve de haver” – Deve haver
ex: “Deve de haver pr’ai um.”

“Binde” – Venham
ex: “Binde amais nós.”

“Stander”- Stand
ex: “É um stander de motus.”

“Maneia-te” – Arranja-te/desenrasca-te
ex: “Num sei nem quero saber…maneia-te!”

“Soindes” – São
ex: “Bós Soindes da Bila?”

“Esqueceu-me” – esqueci-me
ex:” Eu esqueceu-me de te avisar.”

“Filhos das Putas” – Filhos da Puta
ex: “É uma cambada de filhos das putas!”

quarta-feira, 17 de maio de 2006