quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

TÚNEL DE CEUTA

Fazer queixinhas dá resultado!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

clube beretta 2000 - os diários



Fornos, 05 de Fevereiro de 2006

o ford capri

Não era de 1979 o Ford Capri que estivera por tempos aos cuidados do biela e que nos acompanhara na discussão estratosférica sobre a república. Era de 1973. Agora, por dois mil e quinhentos euros a pagar até Agosto em prestações mensais e sucessivas, passara igualmente a constar do meu acervo de proprietário. Não que seja grande coisa ou de grande monta em termos monetários, esse acervo em meu nome... pelo inverso! Sendo exíguo, ele distingue-se antes por compreender elementos pouco vulgares, de um gosto preciso, que poderão aliás ser mal entendidos pelo comum dos cidadãos, senão vejamos: uma reprodução de quadros de josé de guimarães da série “Chinese Stories” de 2002 em acrílico sobre papel; uma iguania, iguana, iguana com o pretensioso nome de freitas, cuja alimentação me obriga à desagradável tarefa de fritar escaravelhos todos os dias no micro-ondas; uma pistola semi-automática Beretta Vertec 96, passaporte necessário para integrar o Clube Beretta 2000, bem como as actividades por si definidas; e agora, um Ford Capri de 1973, de 85 cavalos, em relativo bom estado, comprado em quinquagésima mão ao biela e pelo qual me endividei até Agosto de 2006. Este, o meu património, dívidas incluídas. O facto de me encontrar presentemente a “falar” para a anabela (aliás, já o vou fazendo à 6 anos!) nada conta para estas quantificações de ordem material, uma vez que nada de estabelecido existe quanto a futuros compromissos mais sérios ou mesmo sacramentados. De momento, trata-se antes de um simples mas indesmentívelmente agradável usufruto...
Assim e para todos os efeitos (nomeadamente para os fiscais) o Ford Capri de 1973 de cor preta, estofos em couro e grelha metalizada irrepreensível, constituía um dos elementos (senão mesmo, o elemento!) mais precioso dessa contabilidade patrimonial que me era juridicamente reconhecida, enquanto torneiro mecânico de profissão, residente em Fornos.
E como a qualquer proprietário digno desse nome, lhe dá gozo tirar partido das coisas que possuí (creio que a propriedade das coisas nada mais serve do que para isso mesmo, dar-lhes uso e pelo menos é isso que sempre procuro fazer com alguns dos meus itens, como a Beretta Vertec 96, nem que seja para mandar uns tiros para o ar) resolvi aproveitar este enxerto primaveril acontecido em pleno inverno, entrar em contacto com o razz (só mais tarde irei com a anabela ao cinema) e guiando o Ford Capri de 1973 de meu domínio, fazer uma breve visita ao nosso grande mentor político-filosófico, ser profundamente inteligente mas enigmático, por ora estabelecido na praia do Furadouro, que unicamente responde pelo bizarro nome de CÃO ESCURO... Uma coisa houve contudo, que logo me desagradou: o Ford Capri não pegou à primeira....

PURO DESMAZELO ...

Já é demais!
Interrogo-me: estão à espera de quê para procederem à retirada dos outdoors da campanha de Cavaco Silva?
O desalinho ou desarranjo que a sua (ainda) existência provoca na estética da cidade não dignficam em nada a sua brilhante eleição!
São um sinal de puro desleixo!
Por favor, façam alguma coisinha!

domingo, 12 de fevereiro de 2006

HEDI, O IGNÓBIL

“Avispado” - Atento
ex: “Eu tou avispado! Não te preocupes.”

“Miscar” - Tocar/raspar
ex: “Carago! Quase que me miscava…”

“Botar Corpo” - Meter-se com; Está a crescer
ex1: “Andou a botar corpo p’ra mim, e eu dei-lhe na tromba!”
v
ex2: “Come, que tas a botar corpo!”

“Tropar” - Bater à porta
ex: “ Fartei-me de tropar e num apareceu ninguém!”

“Deslargame” - Solta-me
ex: Deslarga-me pá! Bou-tó focinho!

“Espilrar” – Espirrar
ex: “Vou espilrar.”

“Crenco” - murro
ex: “Espeto-te um crenco!”

“Borrado” – Estúpido
Ex: “És um borrado!”

“Táis” – Estão
ex: “Táis-m’a dar tanga!”
E ó mais de resto, é isso!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Monarquia

Amigo Fritz,
Agradeço e reribuo:
MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA, MONARQUIA.

kuala lumpur

Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur, Kuala Lumpur.

Clube Beretta 2000 – os diários


as conversas com o biela: a república

Por norma o biela têm sempre imenso que fazer. Por isso, sempre que discutimos assuntos que se desenvolvem a partir de conceitos abstractos e que, quer eu quer ele, pretendemos filosófica ou politicamente bem definidos, há sempre, durante a discussão, uma consciência de um profundo deslocamento espacial à medida que aquela se desenvolve. Invariavelmente, ela é acompanhada na sua progressão, pelo esforço posto pelo biela na substituição de uma junta da colaça, pela verificação e desmontagem de cambotas, pela substituição das velas ou filtros ou ainda, por mais um alinhamento de direcção.
Não deixa aliás de ser curioso, que este mesmo sentido mecânico posto na respectiva profissão, seja muitas vezes perceptível na própria argumentação defendida pelo biela, seja aquando da discussão dos fundamentos para acções a desenvolver no âmbito Clube Beretta, seja em outro tipo de assunto de carácter mais geral ou diletante, como aquele que tivemos oportunidade de discutir, na passada segunda-feira, enquanto se removia de um Ford Capri de 1979, a respectiva caixa de velocidades.
Questionava-se o biela – e por arrasto eu mesmo, ainda que apenas pretendesse deixar o meu veículo para a revisão dos 100 000 Km – sobre existirem modelos políticos que, com as respectivas diferenças, melhor se adaptem e melhor potenciem as características próprias de um povo. Das palavras notava-se sobretudo um enorme desencanto com a república e a irritação quando acontecia, era apenas em razão das óbvias dificuldades em fazer soltar o veio de transmissão, ou a embraiagem. De qualquer maneira, sempre o biela dizia: “Caríssimo X., sendo o modelo político republicano a expressão mais conforme àquele fragmento mais numeroso e desordeiro, perfeitamente acéfalo e sanguinolento da Revolução Francesa e nesse sentido, aquele que mais próximo está de uma ideia e expressão verdadeiramente democrática do indivíduo (o povo, ainda que tresloucado e investindo em manadas, é efectivamente o único ente soberano) e sendo esse fragmento de multidões democráticas, oposto àquele outro, mais burguês e exclusivista, mais próprio e próximo da ponderação e do racionalismo iluminista de inspiração liberal (que não democrático, mas régio por essência), essa importação republicana e francesa das multidões, hoje efectiva em Portugal, reduz-nos a um conjunto de princípios comuns, sem dúvida importantes, mas que, sendo hoje partilhados por todo um outro conjunto de países e de repúblicas, nos tornam indistintos (somos, para todos os efeitos, repúblicas) chegando a sobrepor-se à respectiva história e à respectiva cultura.” Por momentos, o biela parou, pegou numa outra chave de bocas e prosseguiu: “Caro X., hoje, para demasiados, é muito mais importante ser-se cidadão e universalista, do que pertencer-se e reduzir-se a uma pátria e a uma história. Hoje, em nome desse suposto “universalismo” iluminista de inspiração democrática e do modelo político que o glorifica, chega-se a pedir desculpa aos outros pela história que tivemos e pela cultura que trazemos. Mas que raio é isto X.?!! A mim, diz-me muito mais a história e a cultura, do que o raio do princípio da separação de poderes!” O biela terminou assim brusco e desencantado a remoção da caixa das velocidades. O Ford Capri de 1979, apesar da sangria, seria seguramente restituído ao esplendor dos seus anos de glória. E arrastando com o pé toda a ferramenta espalhada para um canto, o biela rematou: “Sabes X., por isso me pergunto se não ficaríamos verdadeiramente bem servidos e conformes com a nossa natureza histórica e cultural, se fosse novamente a monarquia e o rei.. Aí, seguramente tudo seria a nossa história, a nossa cultura e respectivo património, e quebraríamos o poder dessa burocracia branca e internacionalista que hoje, esvazia os Estados!”
Eu por mim, imaginei o rei em Fornos, deixando a propriedade do seu carro aos cuidados do biela. O rei em Fornos, passando a Igreja, chegando à garagem num Ford Capri. O rei em Fornos, espectáculo para trabalhadores, agregando multidões... Haveria adereços nas vénias e aparato na gala? Eu, muito singelamente, perguntaria qual a franca opinião da majestade sobre a miúda pendurada a um canto da garagem, que fazia questão em mostrar-se apetitosa e nos dizia que era já fevereiro, o mês do calendário...

El Torero - o Guru do Governo

Pouco mais de 8 horas depois da publicação polémica e falsa da El Torero News sobre a solução para a falência da Segurança Social, o expresso on-line publicou a seguinte notícia:

A grande promessa eleitoral do Primeiro-ministro, José Sócrates, só estará ao alcance dos idosos com mais de 80 anos, com uma reforma de menos de 300 euros por mês e cujos filhos não tenham também meios para sustentá-los. Os respectivos agregados familiares não podem receber mais de 2 mil euros mensais.
Quando os filhos se recusarem a declarar os rendimentos, então, o idoso pode autorizar o Estado a processar os filhos para que lhe paguem uma pensão de alimentos. Se não o fizer, será penalizado no complemento de pensão a que tiver direito.
São algumas das muitas regras para aceder ao complemento solidário de reforma, mas, segundo o secretário de Estado da Segurança Social, são as necessárias para impedir fraudes.
"Não é aceitável que famílias que ganhem 500, 600, 700 contos por mês se pudessem aproveitar do sistema", sublinha Pedro Marques.”

Acredita em coincidências?????

O FAMOSO GRUPO BILDERBERG

O mais conhecido participante português do selectivo Grupo Bilderberg é o magnata da comunicação social Francisco Pinto Balsemão, o único cidadão português assíduo das anuais conferências do grupo desde há muitos anos.
Mas é curioso verificar a identidade de alguns outros portugueses que participaram nas reuniões do grupo nos últimos anos:

Carlos Monjardino, 1991
Durão Barroso, 1994, 2003 e 2005
Miguel Veiga, 1994
Margarida Marante, 1996
António Borges, 1997 e 2002
Ricardo Salgado, 1997
Vasco Pereira Coutinho, 1998
Marcelo Rebelo de Sousa, 1998
Freitas do Amaral, 1999
Jorge Sampaio, 1999
Artur Santos Silva, 1999
Vasco Graça Moura, 2001
Ferro Rodrigues, 2003
Santana Lopes, 2004
José Sócrates, 2004
António Vitorino, 2004
António Guterres, 2005
Morais Sarmento, 2005

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

A Sustentabilidade da Segurança Social

A falência da Segurança Social tem sido largamente propalada. O principal motivo apontado é o envelhecimento demográfico. No entanto, a Social Affairs Magazine na sua última edição revela que o governo da Malásia encontrou a solução. Quem desejar receber no futuro a sua reforma terá que ter pelo menos um filho a trabalhar e a descontar para a segurança social quando quiser aderir à reforma. Assim, cada casal terá que criar pelo menos dois filhos. Com este modelo, Kuala Lumpur acredita que conseguirá também aumentar o consumo privado das famílias estimulando a sua economia através do consumo interno.

E se o mesmo acontecesse em Portugal???

Fonte: El Torero News - Notícias falsas, tão falsas que ninguém acreditaria que tivessem mesmo acontecido. Antes que comecem a atacar as embaixadas e consulados portugueses, apresento já o meu pedido desculpas à Malásia. Prometo não voltar a inventar notícias que envolvam outros países que não o meu. O problema é que gosto muito do nome da vossa capital e aproveitei esta oportunidade. Da próxima vez, escreverei um post que diga apenas KUALA LUMPUR, KUALA LUMPUR,KUALA LUMPUR,KUALA LUMPUR,KUALA LUMPUR. E outro que diga apenas "Encontrei a solução para a sustentabilidade da Segurança Social". E depois escrevo os meus argumentos. Ou talvez não escreva nada...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

johann sebastian bach


Paixão Segundo São João BW225
johann sebastian bach

Chorus, "wer hat dich so geschlagen".


Christ on the Cross - 1632
Oil on canvas, 248 x 169 cm
Museo del Prado, Madrid
diego rodrigues da silva y velasquez

SONAE SGPS FAZ OPA SOBRE PT

É disto que o mercado gosta!

FRESHLY COMPOSTED

"Eleven years of releasing quality music resulted in becoming an icon of the independent label scene..... we have to thank great artists like Beanfield, Fauna Flash, Koop, Trüby Trio, Ben Mono, Kyoto Jazz Massive, Felix Laband, General Electrics and all the mind-boggling others who carried the label to it´s glamour with their lovely works, that we are still here and right now celebrating our 200th release!Compost 200 is a delightful overview of what we recently released on 12inch and also a foretaste of the upcoming albums by Alif Tree, Jean-Paul Bondy, Muallem and Ben Mono. Forget the overaged terms like Future Jazz, Downtempo, et cetera. We show you our sound of the 21st century and what we like - including some great mixes by Whignomy Bros., Domu, Justus Köhncke, Laurent Garnier, Henrik Schwarz and Maurice Fulton, most of them for the first time on CD. Since a CD shouldn’t be just Music, we are proud to present you the "Compost 200 - Freshly Composted" anniversary compilation in a very special CD packaging – See for yourself"

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

«DE CÓCORAS ...!»

O «servilismo» com que o Estado Português recebeu o Sr. Microsoft foi ... terceiro-mundista!

domingo, 5 de fevereiro de 2006

O SEXO VENDE?

E.N. 109 - Ovar

No outdor diz: Prepare-se para as eventualidades

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

PARECEU-ME VÊ-LO NO PIQUENIQUE...


Foto gentilmente encaminhada por Manel

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

O ESTADO, O PASSADO, A GUERRA, O AMOR E A MENTIRA













“O PASSADO É UMA EMBOSCADA”
(Rua de Ceuta- Porto)

“QUEREMOS MENTIRAS NOVAS”
(Rua do Campo Alegre – Porto)

“O ESTADO PREJUDICA GRAVEMENTE A SUA LIBERDADE”
(Praça dos Poveiros – Porto)

“A GUERRA É PARA OS DURÕES”
(Rua D. Manuel II – Porto)

“QUERIA UM AMOR,"
(Av. Lourenço Peixinho – Aveiro)

E AGORA?

HÁ PETRÓLEO NO ALGARVE ...E AGORA?


«SECRETA» MAIS SECRETA QUE ... A «SECRETA»!

Mais um traço arrogante, ditatorial (?), do Engº. Pinto de Sousa?

«O primeiro-ministro está a criar um novo núcleo de serviços de informação, não previsto na lei e sem controlo do Parlamento. Trata-se de uma secreta paralela, uma espécie de serviço privado de José SócratesFonte: Visão Online.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

1 de FEVEREIRO de 1908.


«Em 31 de Janeiro de 1891, no Porto, rebenta o primeiro movimento revolucionário de carácter republicano, que as forças monárquicas conseguem asfixiar. A 1 de Fevereiro de 1908, escreve-se uma página negra na nossa História: D. Carlos e D. Luís Filipe são barbaramente assassinados, no Terreiro do Paço, quando regressavam de Vila Viçosa
O Regicídio deu-se em 1 de Fevereiro de 1908.
Teremos razões para lamentar?

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

SALAZAR NÃO EXPLICA TUDO!

Enquanto conduzo, penso neste Portugal do Século XXI, europeu, moderno, progressista, e comparo-o com os tempos áureos desta nação, que nos antecederam. Tempos esses pelos quais esperamos ansiosamente que voltem, e cuja imagem de D. Sebastião a surgir do nevoeiro, exprime de forma tão fiel essa vontade.
Nós, o pequeno grande povo que nesse passado cheio de vanguarda cultural/ intelectual/ militar e artística, em quase todos os domínios da época, marcava o ritmo do velho continente encabeçando-o numa clara posição de liderança!
Descrevo lentamente uma curva para a esquerda e lembro-me do mar… dos descobrimentos, que ao mundo trouxeram um novo mundo; descrevo uma curva para a direita e recordo o passado militar de lutas por uma independência que nos permitiu a existência e afirmação enquanto povo; desvio-me de uma família inteira a fazer o seu piquenique de fim-de-semana em plena berma de estrada, e penso no que terá acontecido para virmos aqui parar…

31 de JANEIRO de 1891.

Em 31 de Janeiro de 1891 eclodia a «Revolta Militar do Porto», impregnada de um espírito de «dignidade cívica e patriótica», pela defesa da «liberdade, solidariedade e justiça social».
Será que temos razões para comemorar?

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

um problema civilizacional

Alguns governos de países árabes, requeram junto da Comissão Europeia, um pedido formal de desculpas pelo facto de alguns dos líderes do movimento terrorista Hamas, terem sido caracterizados de um forma absolutamente verdadeira (e por isso, muito pouco abonatória para os mesmos) por alguns cartonistas de diários europeus. A comissão europeia, excusou-se, evidentemente, a prover um tal pedido, argumentando que a liberdade de expressão e de imprensa é um património inalienável da europa e dos europeus. Pergunta: há ainda quem não acredite que o nosso problema com o mundo árabe, não é um problema civilizacional?

mozart

a propóstio dos duzentos e cinquenta anos de um génio musical absoluto, excertos de Requiem KV 626 em Ré menor:

dies irae.
dies irae, dies illa (jour de colére, ce jour lá,)
solvet saeclum in favilla (que reduira le monde en poussiére)
teste David cum Sibylla (comme l´attestent David et Sibylla)
Quantus tremor est futurus (Quelle terreur sera)
quando Judex est venturus (lorsque le Juge viendra)
cuncta stricte discussurrus (pour tout examiner avec rigueur!)

rex
Rex tremendae majestatis, (Roi de terrible magesté,)
qui salvandos, (que sauve gratuitemente)
salvas gratis, (ceux qui doivente être sauvés)
salva me, fons pietati. (sauve moi, source de pieté.)

lacrimosa.
lacrimosa dies illa, (jour de larmes, que ce jour lá,)
quae resurget ex favilla (oú ressuscitera de la poussiére)
judicandus homo reus. (l´homme coupable pour être jugé.)
Huic ergo pace, Deus: (Épargnez-les donc, o Dieu:)
pie Jesu Domine (Jésu plein de pitié, Seigneur,)
dona eis requiem. Amen. (donnez-leur le repos. Amen.)

SERÁ QUE SERÁ?


Mais um sinal do tal «amadorismo» socrático de que falava o Alegre, o Manelinho das Estátuas?

ESTÁR A FICAR VELHO É:

Tratar, ou referirem-se a ti como “Senhor.” Quando quem te é apresentado, te trata por você e não por tu. Ficar na dúvida se olhas para a mãe ou para a filha. Olhar para o cartão de consumo e, em vez de teres pena de não teres dinheiro, tens pena de não aguentares beber mais! Apresentarem-te alguém do sexo oposto e, em vez de a cumprimentares com dois beijos, esticas a mão. Não conseguires comer mais nos Mcdonalds e outros que tais. Enjoares gin, whisky e nos piores casos, vodka também. Os jogadores da bola, em final de carreira, têm a tua idade. Entrares na discoteca sem grande dificuldade.

Substituíres dez por vinte na frase: “Foi há dez anos atrás!”

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

O GÉNIO!!!

Parabéns AMADEUS WOLFGANG MOZART.

O QUE DIZER DE ...

Internacional: O «Hamas» vai governar sozinho após vitória expressiva.
Nacional: A maioria socialista impôs o fim da comissão «Eurominas».
Local: Associações desesperam pelo dinheiro que não chega.

VEXATA QUAESTIO.

Gosto muito desta expressão latina.
Resolvi então utilizá-la como título deste «desinspirado» post.
Pois é ... esta é que é a questão deste ainda incipiente mandato autárquico:
QUEM É QUE VAI SUCEDER A ALFREDO HENRIQUES?

200 Mil Funcionários Públicos a Mais???



Miguel Cadilhe defendeu ontem, em declarações à TSF, a saída de 200 mil funcionários públicos para equilibrar as contas públicas.
Mas poderá o Estado dispensar 200 mil funcionários públicos?
Esta saída não irá afectar a produtividade da Administração Pública?

Estou preocupado. Muito preocupado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

VEM AÍ O VERDADEIRO «WESTERN SPAGHETTI»!


clube beretta 2000 - os diários

O encontro com o major – parte I

O alfredo da tijuca, quando o apanhamos nos dezassete, resolvera aparecer com uma pistola automática lüger de 1926. Evidentemente que pelos dezassete voltou a permanecer, pois, em caso algum, permitiríamos que chegasse a pôr os pés no escort de 1987. Não pelo escort, mas sim pela pistola. Sempre havíamos afirmado o extremo rigor que poríamos nos pressupostos de integração no Clube Beretta 2000. Um desses mesmos pressupostos passava, naturalmente, pelo respeito à memória e engenho desses armeiros italianos, que em golpes de génio sucessivos, passaram dos mosquetes de carregamento pela boca no século XVI, às maravilhas automáticas que trazíamos na mão e com as quais, julgamos poder fazer justiça. Por isso havíamos definido que jamais alguém tomará parte em actividades definidas pelo Clube Beretta 2000, com pistolas da concorrência. O alfredo da tijuca que grame o frio e que se lixe e arranje uma Beretta genuína...
O razz, também não há forma de se localizar. Havia trazido toda uma série musical que se adequasse às suas projecções cinematográficas, mas quem estava no carro concordou que o nosso propósito, hoje, era bem mais prosaico e muito mais português – talvez cantarolar um fadinho viesse a calhar. Constatou-se, contudo, que nenhum de nós era assim tão apreciador da canção nacional a ponto de propor-se piratear a amália ou o alfredo marceneiro, agregando-os em mp3 num disco prateado para depois ouvi-los no carro. Para isso talvez desse menos trabalho e resultasse bem melhor roubar cassettes de um desses expositores insólitos de fita magnética, que ainda abundam pela tabernas do interior, com o melhor da música nacional. Como ninguém o fez, foi ainda o razz que geriu a radiola e os altifalantes, em função das sugestões cinéfilas que lhe apareciam pela cabeça.
Eram 16 horas e 30 minutos e seguíamos pela Rua da Constituição abaixo já depois dos semáforos com a Avenida de França. O escort tinha sido estacionado um pouco acima. O razz e o biela seguiam agora pelo passeio, eu e o antónio barbeiro paralelamente, pelo alcatrão. O propósito era dar com Valentim Loureiro dentro da sede da Liga, pela qual entramos sem que fossemos questionados nas intenções – é estranho entrar-se assim pelos sítios, de arma em punho, sem que nos perguntem ao que vamos. Como sabem, o que nos movia no essencial, era repor uma lógica e uma fonética aceitável nos lugares comuns de que se faz a modalidade dita futebol. Nada mais sério, nada mais simples.